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Coleta de material cervical E-mail
Qui, 28 de Abril de 2011 09:35

[As informações aqui apresentadas tiveram como fonte o manual de procedimentos técnicos e administrativos para a coleta do Papanicolaou e ensino do auto-exame de mamas, publicado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, em 2008]



COLETA DO EXAME DE CITOLOGIA CERVICAL


Importante!

  • Ambiente acolhedor

  • Cortesia

  • Respeito à privacidade

  • Explicar o significado e os procedimentos que serão realizados

  • Lembrar a importância de receber o resultado do exame

  • Demonstrar abertura para esclarecer as dúvidas


Etapas da Coleta:

  1. Preenchimento do formulário:

  •  
    • Utilizar lápis preto nº 2 (recomendação obrigatória para quem utiliza álcool como fixador citológico, devido a possibilidade de extravasamento nas fichas e perda de informações);

    • Preencher a requisição com todos os dados solicitados, inclusive com exame ginecológico da paciente.


  1. Identificação das lâminas:

  •  
    • as lâminas devem ter bordas lapidadas e extremidade fosca;

    • devem ser identificadas na extremidade fosca com lápis preto nº 2, informando:

      • as iniciais do nome da paciente;

      • o número de registro da mulher na unidade;

      • a idade da paciente;

      • nome do município.


  1. Coleta:

  •  
    • Condições para uma amostra de qualidade:

      • Não estar menstruada - a presença de pequeno sangramento de origem não menstrual, não é impeditivo para a coleta, principalmente em mulheres na pós-menopausa;

      • Não usar creme ou ducha vaginal nem submeter-se a exames intravaginais (ultrassonografia) por 2 dias antes do exame;

      • evitar relações sexuais nas 24 horas que antecedem o exame.

    • Solicitar à paciente que esvazie a bexiga;

    • Fornecer um avental e disponibilizar local reservado para troca de roupa;

    • Solicitar que se deite na mesa, auxiliando-a a posicionar-se adequadamente para o exame;

    • Cobrir a paciente com o lençol;

    • Colocar as luvas;

    • Verificar se a paciente é virgem. Se for, não usar espéculo e colher a citologia com escova endocervical ou cotonete/swab;

    • Perguntar se já teve filhos por parto vaginal. Se não, usar espéculo pequeno;

    • Perguntar se está grávida ou suspeita estar. Se sim, não colher material endocervical;

    • Acomodar a lâmina, já identificada, na mesa de apoio para receber o material colhido;

    • Deixar o tubete com álcool a 95% / fixador próximo à lâmina já identificada;

    • Verificar a existência de lesões suspeitas na vulva e vagina. Em caso positivo, lembrar de fazer o encaminhamento adequado ao final do exame;

    • Escolher o espéculo mais adequado ao tamanho da vagina da paciente;

    • Introduzir o espéculo:

      • Não lubrifique o espéculo com qualquer tipo de óleo, glicerina, creme ou vaselina;

      • No caso de pessoas idosas, com vaginas extremamente ressecadas, recomenda-se molhar o espéculo com soro fisiológico ou solução salina;

      • Introduza-o em posição vertical e ligeiramente inclinado;

      • Iniciada a introdução, faça uma rotação de 90º, deixando-o em posição transversa, de modo que a fenda da abertura do espéculo fique na posição horizontal;

      • Durante a introdução do espéculo, procede-se à inspeção das paredes vaginais;

      • Uma vez introduzido totalmente na vagina, abra-o lentamente e com delicadeza;

      • Se tiver dificuldade para visualizar o colo peça que a paciente tussa e tente manobras delicadas com o espéculo;

      • Se, ao visualizar o colo, houver grande quantidade de muco ou secreção, retire o excesso delicadamente com uma gaze montada em uma pinça, sem esfregar, para não perder a qualidade do material a ser colhido;

    • Coleta das amostras:

      • A coleta é dupla: da ectocérvice e do canal cervical;

      • As amostras são colhidas separadamente;

      • Proceda inicialmente a coleta da ectocérvice e depois a coleta da endocérvice:

        • Utilize a espátula de madeira tipo Ayre, do lado que apresenta reentrancia;

        • Encaixe a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa ectocervical em movimento rotativo de 360º, em torno de todo o orifício, procurando exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra;

        • Caso considere que a coleta não tenha sido representativa, faça mais uma vez o movimento de rotação;

        • Para a coleta no canal cervical utilize a escova apropriada para coleta endocervical;

        • Recolha o material, introduzindo a escova delicadamente no canal cervical, girando-a a 360º;

        • Na lamina, já devidamente identificada, estenda o material ectocervical dispondo-o no sentido horizontal, ocupando 1/2 da parte transparente da lâmina, em movimentos de sentido único, da direita para a esquerda, esfregando a espátula com suave pressão, garantindo uma amostra uniforme;

        • Ocupando a 1/2 restante da parte transparente da lâmina, estenda o material endocervical, rolando a escova de cima para baixo, preferencialmente

        • Evite deixar espaço livre entre as duas amostras.


  1. Fixação do material:

  •  
    • A fixação do esfregaço deve ser procedida imediatamente após a coleta, sem nenhuma espera. Visa conservar o material colhido, mantendo as características originais das células, preservando-as do dessecamento que impossibilitará a leitura do exame.

    • São três as formas usadas de fixação:

      • Álcool a 95% - fixador de uso preferencial no laboratório de referencia do estado do Ceará.

  • A lâmina com material deve ser submersa no álcool a 95%, em tubete de boca larga, lá permanecendo até a chegada ao laboratório;

    •  
      • Propinilglicol

        • Borrifar a lâmina com fixador, spray ou aerosol, a uma distância de até 20cm. Cobrir totalmente o esfregaço;

      • Polietilenoglicol

        • Pingar 3 ou 4 gotas da solução fixadora sobre o material, que deverá ser completamente coberto pelo líquido. Deixar secar ao ar livre, em posição horizontal, até a formação de uma película leitosa e opaca na sua superfície;

    • Feche o tubete imediatamente após a colocação da lamina e enrole no mesmo a requisição do exame, devidamente preenchida, prendendo com uma liga.


  •  
    • Importante!

      • Observar sempre as instruções de uso e o prazo de validade do fixador;

      • Manter sempre o frasco fechado. O responsável pela fixação é o álcool contido na composição do produto, que evapora com facilidade;

      • Agitar o frasco toda vez que for usá-lo para homogeneizar a solução;

      • Quando usar spray, certificar-se de que o jato foi direcionado corretamente e que cobriu todo o material a ser fixado;

      • Ventilador pode interferir na direção do jato;

      • Não deixar fixador exposto ao sol;

      • Não deixar o foco de luz próximo à lâmina. Luz e vento podem facilitar a secagem da secreção, antes desta ser coberta pelo fixador.


  1.  
    1. Conclusão do Procedimento:

  •  
    • Fechar o espéculo;

    • Retirar delicadamente;

    • Inspecionar a vulva e o períneo;

    • Retirar as luvas;

    • Auxiliar a paciente a descer da mesa;

    • Solicitar que ela se troque;

    • Avisar a paciente que um pequeno sangramento poderá ocorrer após a coleta;

    • Orientar a paciente para que venha receber o resultado do exame, conforme a rotina da sua unidade de saúde.


  1.  
    1. Envio das lâminas ao Laboratório de Citologia:

  •  
    • Preencher a relação de remessa na mesma sequência das lâminas e das requisições;

    • Acondicionar as lâminas em caixas específicas para transportá-las;


  •  
    • Importante!

      • A unidade de saúde deve manter estreita relação com o laboratório que realiza seus exames, a fim de garantir rápidas soluções para problemas diários, constante avaliação da qualidade do material coletado, bem como estabelecer prazos adequados para o retorno dos resultados.


  •  
    • Indicadores de Qualidade da Coleta:

      • A identificação clara das lâminas (é obrigatório que a lâmina seja identificada antes de iniciar os procedimentos da coleta);

      • O esfregaço colocado na face da lâmina que corresponda a da extremidade fosca (rugosa);

      • O esfregaço ocupando toda a superfície transparente da lâmina, sendo 1/2 da parte transparente da lâmina ocupado com material do ectocérvice e 1/2 da parte transparente da lâmina ocupado com material do canal endocervical;

      • O acondicionamento apropriado das lâminas;

      • Tipos de células presentes no esfregaço (ecto e endocervicais);

      • Quantidade de células no esfregaço;

      • Espessura e homogeneidade do esfregaço;

      • Preservação das estruturas celulares (boa fixação).


EM RESUMO:

  • Verificar se a sala está devidamente montada, limpa e abastecida;

  • Verificar se todos os materiais para a coleta estão disponíveis na quantidade necessária;

  • Testar os equipamentos;

  • Preencher a requisição de exame citopatológico de preferência em local reservado, para que a paciente sinta-se a vontade ao responder às perguntas;

  • Identificar a lâmina;

  • Orientar a paciente sobre o exame, mostrando a ela o espéculo e demais materiais que serão utilizados durante a coleta;

  • Colocar a paciente em posição ginecológica, respeitando a sua privacidade, cobrindo-a com lençol;

  • Calçar as luvas;

  • Proceder à coleta, começando pela inspeção da vagina e do colo do útero;

  • Dispor o esfregaço na lâmina, fixando-o imediatamente;

  • Fechar o espéculo e retirá-lo;

  • Proceder à inspeção de vulva e períneo;

  • Retirar as luvas e lavar as mãos;

  • Orientar sobre o recebimento do resultado, entregando-lhe o cartão com a data prevista para tal;

  • Organizar a sala para receber a próxima paciente.





OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Lembrar que o controle do câncer de colo de útero depende do tratamento/seguimento das lesões precursoras identificadas na citologia.







Infraestrutura e material necessários para a realização da coleta do exame de citologia cervical:


Consultório

Material para a Coleta

  • Mesa ginecológica

  • Escada de dois degraus

  • Mesa auxiliar

  • Foco de luz com cabo flexível

  • Biombo ou local reservado para troca de roupa

  • Cesto de lixo

  • Balde com solução desincrostante em caso de instrumental não descartável

  • Espéculo

  • Lâmina com uma extremidade fosca

  • Espátula de Ayre

  • Escova endocervical

  • Par de luvas para procedimentos

  • Pinça de Cheron

  • Fixador apropriado

  • Tubetes

  • Gaze

  • Formulário de requisição do exame

  • Lápis preto nº 2

  • Recipiente para acondicionamento dos tubetes, sendo preferível caixas de madeira ou plástico

  • Lençol para cobrir a paciente ou avental


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